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A velha nova seleção Primeiramente eu gostaria de parabenizar ao campeão Internacional, equipe de qualidade incrível, fortíssima dentro e fora de casa que conquistou seu primeiro título de Libertadores. Também ao tricampeão São Paulo, que jogou com uma raça e uma determinação enorme e mostrou à sua torcida que um vice-campeonato também pode ser glorioso. Não pretendo me aprofundar analisando essa brilhante decisão porque uma coisa tem me irritado profundamente: a seleção brasileira. Quando Dunga fez sua primeira convocação, poupou jogadores dessas duas equipes que disputavam a final. Mas e agora? É impressionante que apenas Rafael Sobis tenha sido convocado entre tantos campeões e vice-campeões da Libertadores. A exemplo do que acontecia nas seleções pré-Nike, não seria mais interessante formar uma seleção tomando como base as duas equipes que vem se destacando no futebol brasileiro e sul-americano? Pois eu acho praticamente uma heresia deixar de fora da convocação para o jogo contra a Argentina atletas como Rogério Ceni, Mineiro, Josué, Tinga, Jorge Wagner, Alex e Ricardo Oliveira, que juntos formariam uma seleção de enorme respeito. É desanimador ver que mudam-se os sapatos mas continuam as meias furadas com chulé. Uma vez que Ronaldinho e Kaká têm vaga vitalícia na equipe titular, não tanto pelo seu futebol, mas por serem astros de grandes patrocinadores, por que não deixar para convocá-los em competições importantes? Dunga começou muito mal, pela sua convocação percebe-se que ele tem assistido muito mais ao futebol ucraniano do que ao Campeonato Brasileiro. Como eu já citei anteriormente, temos uma seleção nascida no Brasil ao invés de uma seleção brasileira e isso não me parece ser algo positivo. Pelo jeito, as coisas não vão mudar e a seleção não vai perder o sotaque europeu. A Nike, o Guaraná Antártica, a Adidas, a Rexona, o Santander e a Pepsi agradecem. Escrito por Carlos Rodrigues. Escrito por Moderador às 14h19
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