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Que saudades... Do São Paulo imbatível no Morumbi... Do Inter, Fluminense e Cruzeiro jogando um bom futebol... Do Santos sempre tropeçando fora de casa quando menos se espera – aquela dupla de ataque é lamentável... Dos outros times cariocas não conseguindo emplacar nunca... Dos erros dos árbitros... Da vitória e boa apresentação do Palmeiras – e olha que isso não acontecia nem antes da Copa... Das contratações e rescisões que afloram os times por aí... De ver a Série B e seus cabeças-de-bagre... ...do futebol brasileiro Viva o Brasileirão – Série A, B e C, que já começou.
Escrito por Bruno Roberti Escrito por Moderador às 17h28
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Favas contadas! Ou o homem mediterrâneo A atitude de Zinedine Zidane ao final da Copa da Alemanha-2006 em muito lembrou, pelo simbólico de seu gesto, a cusparada na bola que Zico deu em 1993, quando julgou injusto um penal anotado pelo árbitro a favor do Verdy que sua equipe, o Kashima, enfrentava pela final da liga japonesa. Foi expulso e deixou os gramados naquele mesmo jogo, despedindo-se da carreira de jogador profissional. Mas uma imagem ainda mais ilustrativa do ocorrido a meu ver é a de Meursault, o argelino que mata um árabe na praia de Argel, traído pelo brilho do sol. Como a personagem de Camus, conterrâneo de seus pais, Zizou teve um ímpeto, aparentemente gratuito, de hostilidade contra o Outro. Agiu como um “homem revoltado”, em pleno Estádio Olímpico de Berlim, à semelhança do argelino no romance camusiano. É possível que um sentimento reprimido de inferioridade tenha aflorado naquele instante, a despeito de uma carreira de sucesso e da excelência indiscutível de seu talento, mundialmente reconhecido. Sabe-se que atuou por anos na Itália, onde enfrentou resistência por gente da Juventus mesmo tendo sido indicado pelo também francês Platini, velho ídolo da equipe – onde, aliás, atua hoje seu oponente no episódio, Materazzi. Camus, que foi na juventude goleiro em um time universitário na Argélia, teria compreendido o gesto do craque da França em sua essência. No absurdo teatro da vida, Zidane perpetrou seu ato derradeiro. Mas ao contrário da personagem, seu golpe no italiano não foi fatal, e nem poderia ser condenado por insensibilidade como o foi Meursault – provou, ao contrário, ser humano. Mesmo tendo, naquele instante, dramaticamente, mandado tudo às favas. Escrito por Jônatas Talaricco
Escrito por Moderador às 00h13
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Prêmio injusto Muitos falam que Zidane recebeu o prêmio de melhor jogador da Copa com justiça. Que ele fez jogos impecáveis, como o das quartas-de-final, e que liderou os Bleus até a final. Não nego isso. Realmente o francês camisa 10 é um craque incomparável, digno de muitos prêmios e devoções. Mas colocá-lo como o melhor jogador da Copa, acho um exagero. Vamos lá. Não só Zidane, mas o time da França esteve mal nos dois primeiros empates. Zidane não esteve presente na terceira rodada - por levar dois cartões amarelos - quando a França enfim ganhou, desencantou e conquistou a sua classificação. Nas oitavas, contra a Espanha, Zidane jogou muito bem. Comandou os ataques, criou jogadas e ainda fez um belo gol. Nas quartas, contra o Brasil, fez a melhor atuação que eu vi um jogador fazer. Não falarei dos detalhes, mas Zizou foi quase perfeito. Na semi, contra Portugal, e na final, com a Itália, Zidane jogou bem. Foi marcado e não chegou a ser decisivo nem espetacular. Aliás, ele cobrou um pênalti na final que deve ter matado alguns cardíacos franceses. Agora falaremos de Cannavaro. O zagueiro italiano foi impecável em todas as partidas. Desarmava todas, não errou um passe e, mesmo com seus 1,75m, ganhou todas pelo alto. Ele fez uma Copa perfeita, desde a estréia até a final. E ainda teve que se acostumar com um novo companheiro de zaga no meio da Copa – Nesta se machucou no terceiro jogo e Materazzi entrou. Brinco que a Itália levou apenas um gol. No jogo contra os EUA, Zaccardo fez um gol contra. Somamos 0,5 gol. Na final, Zidane fez de pênalti e a bola passou a linha em apenas dois palmos. Somamos mais 0,5 gol. Acredito que o prêmio, dado pelos jornalistas que estavam na Alemanha, foi mais uma forma de presentear Zidane, que encerrou sua brilhante carreira. Não sei se o prêmio teria sido dado a ele se a aposentadoria viesse depois. Isso pesou na balança e na opinião dos jornalistas que o elegeram. Seria mais justo que Cannavaro levasse o prêmio. É claro que é interessante para a FIFA colocar um meia atacante como ganhador. Mas, analisando a Copa como crítico e não como torcedor, o zagueiro italiano desempenhou melhor o seu papel, apesar deste não ser facilmente visto por quem acompanhou os jogos. Cannavaro foi tão decisivo quanto Zidane. Mas decidiram dar o prêmio para quem aparece mais ao torcedor.
Escrito por Bruno Roberti Escrito por Moderador às 16h53
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Estrategistas?! Amigos, amigas. O futebol é um esporte de competição e um jogo coletivo; mais que isto, é disputado em intenso contato físico, por vezes brutal e, posto que jogado com os pés, menos governado por impulsos racionais e mais pelos primitivos (a criança, ainda no útero materno, começa pelo chute a se manifestar, em seus primeiros impulsos de sair). Deve ser leal, mas não pode ser frouxo. Nesta Copa, alardeada pela FIFA como o Mundial "da Paz", esta foi obtida às expensas de uma farta distribuição de cartões. Mas não foi muito violento, embora intensamente disputado em alguns jogos. Este não foi o maior pecado do torneio, mas sim o excesso de cautela das equipes, sem exceção – devido aos esquemas táticos empregados pelos treinadores envolvidos. Infelizmente, esta Copa tem sido a do "6 por meia-dúzia". Entre os finalistas, Marcello Lippi surpreendeu um pouco; já Raymond Domenech é correto e discreto – o Osvaldo de Oliveira francês. Aliás, volta e meia este assunto da oposição entre o futebol-arte e o futebol de resultados vem à baila, com preferência, pelo visto, hegemônica, por parte sobretudo do torcedor mas também de muitos críticos, pelo último. Tem sido assim principalmente desde 1994 no caso brasileiro, mas desde 1982 no futebol mundial. Rinus Mitchels é considerado o maior dos estrategistas; o brasileiro mais reverenciado, Telê Santana – ambos não venceram copas, mas ofereceram ao mundo seleções inesquecíveis. O holandês produziu a última grande inovação, a chamada "Laranja Mecânica", em 1974; o brasileiro, a última seleção de fato memorável em copas do mundo, a última verdadeiramente brasileira, diga-se com um quadrado mágico que funcionava... No futebol nacional, Brandão talvez tenha sido o mais astuto (deve ter sido uma fusão de Luxemburgo com Felipão...). Já um dublê de técnico muito célebre, mais culto e eclético que seus pares, foi o figuraça do João Saldanha (dele, leiam Subterrâneos do Futebol e Trauma da Bola, o primeiro sobre sua experiência como técnico no Botafogo de Garrincha, o segundo como jornalista cobrindo a Copa de 1982, onde ele adiantava em suas crônicas, ainda durante o Mundial, que o Brasil não venceria aquele campeonato e os porquês da derrocada anunciada) responsável pela escalação das 11 feras que vieram a formar a base do tri em 70 – e que veio a falecer às portas da Copa de 90, já na Itália, tendo sido poupado de ver a esdrúxula exibição do time de Lazaroni, tão melancólica quanto a atual, e que caiu igualmente contra um time de um homem só... Ainda em nível doméstico, em 2001, Tite parecia inovar com seu Grêmio de pegada à argentina, por pressão, marcando a saída de bola, sufocando o adversário em seu campo; discípulo de Felipão, o gaúcho não deu continuidade a este nível de trabalho em outros clubes, e agora amarga no Palmeiras a vice-lanterna do brasileirão. Agora, que já se pergunta quem será o substituto de mamparreira (dando como certa sua saída tardia), ganha força o nome de Paulo Autuori, que a meu ver é forte primeiro por ser de origem carioca depois por ser um técnico que atrapalha o mínimo possível – que já é grande virtude em se tratando de seleções brasileiras. Muito embora saibamos que o buraco é mais embaixo, ou no caso o entrave é mais acima, no comando da Confederação – a solução seria uma intervenção na entidade, para o início de mudanças profundas na burocracia do esporte no país. Continua... Escrito por Moderador às 23h25
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Enquanto isso, em Frankfurt, viu-se justamente um time sem comando. Contradição de tudo o que se entende por líder de um grupo, que busque um objetivo e que queira sair vencedor. Às vezes, mamparreira nos deixava a impressão de estar sabotando o ex-crete. À teimosia, prepotência & empáfia, características conhecidas da personalidade do "treinador", podem agora ser acrescentadas sua pusilanimidade e seu mau-caratismo, sobre os quais antes tinha dúvidas. Com isso, é inevitável compará-lo com Scolari e atestar o paradoxo – o técnico de Portugal sim foi, de fato, treinador: ensaiava jogadas, realizava treinos táticos, conversava com seus atletas. Extraiu da seleção portuguesa, dessa forma, seu máximo, como costuma implantar nos locais onde trabalha, levando ao limite a equipe, explorando as melhores características de cada um, visando a um interesse coletivo. Alia a forte marcação, com a dedicação de todos, a um jogo de troca de passes eficiente com rápida saída para os contragolpes, bem coordenados. Pode-se não gostar do gaúcho. Pode-se não admirar o jogo que seus times praticam. Mas é inegável sua capacidade de aglutinar um grupo em torno de um objetivo, sua dedicação ao trabalho e, mais que tudo, sua motivação, que contamina seus comandados, conquistando sua confiança. E sua integridade, que transparece em seus gestos, com sua feição algo tosca, até mesmo rude. Cá para nós, duvido que ele volte à CBF, dificilmente será convidado pelo RT, e acho que nem deveria aceitar caso o chamem. Torço, apenas, para que não venha para o Corinthians – seria a sopa no mel a quem sonha com uma Libertadores! Do horizonte que se vislumbra ao 'selecionador', entendo que seria, por exemplo, o nome ideal não só à seleção inglesa, mas, pelo menor empecilho do idioma e por seus rasgos de personalidade, ainda mais indicado à Fúria Espanhola – que de inofensiva histórica, poderia tornar-se uma verdadeira Armada no futebol entre seleções. Segundo a definição do Houaiss, o estrategista possui a "arte de aplicar com eficácia os recursos de que se dispõe ou de explorar as condições favoráveis de que porventura se desfrute, visando ao alcance de determinados objetivos (...)". É neste sentido que considero Felipão o que melhor personifica tal conceito. Por tudo isso, pela indigência criativa em nosso futebol atual, sobretudo no que toca a treinadores, o grande estrategista da atualidade, também a minha personagem da semana, é Luiz Felipe Scolari, esse gaúcho turrão de Passo Fundo, o mais competente técnico deste Mundial. Bom fim de Copa a todos! Abraços azzurros (ou bleus ?) e inté. De primaArgentina e Brasil desclassificadas, ficou assegurada à Europa sua nona Copa do Mundo – volta, assim, a empatar com a América em conquistas. Fica para a África-10 um novo tira-teima... porém, a tradição de novo pesou, em favor neste caso da tri Itália sobre a também tri Alemanha (que, aliás, fora bi em casa, mas, na 2a oportunidade de mandar um Mundial, sucumbiu na semi), e da campeã França sobre Portugal ainda aspirante. Escrito por Jônatas Talaricco, que um dia sonhou em ser jogador, mas hoje gostaria apenas de treinar o time dos colegas de trabalho Escrito por Moderador às 23h24
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Marcação neles!
Confirmando o que eu disse no post anterior, a Copa não teve nenhum “camisa Aqui vão os volantes que se destacaram – os com asterisco são os candidatos da FIFA. Frings* (ALE), Gerrard (ING), Linderoth (SUE), Cambiasso, Máxi Rodriguez e Mascherano (ARG), Zokora (CSM), Pardo (MEX), Maniche* (POR), Gattuso e Pirlo* (ITA), Essien (GAN), Zé Roberto (BRA), Vieira* (FRA), Tymoschuk (UCR). No próximo post coloco os meias, que foram bem tanto ofensiva quanto defensivamente.
Escrito por Bruno Roberti Escrito por Moderador às 13h21
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Caixinha de surpresas E não é que o futebol é mesmo isso? Antes da Copa, quatro países eram disparados os favoritos nas bolsas de apostas e bolões: Alemanha, Argentina, Brasil e Inglaterra - não necessariamente nessa ordem. A Itália aparecia em segundo plano, junto com a Holanda, Espanha e Rep. Tcheca. A França estava desacreditada para alguns após o fiasco em 2002. E não é que a final vai ser entre Itália x França? E quem diria! Portugal entre os quatro melhores times do mundo. Mas, apesar de toda a festa e a importância, esta Copa do Mundo ficou muito aquém do futebol bonito, craques memoráveis em campo e belos jogos. Nos restou acompanhar as disciplinas, garras, táticas, marcações, retrancas e teimosias. Escrito por Bruno Roberti Escrito por Moderador às 19h22
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Bela Azzurra Não sei nem como começar a escrever esse texto, estou emocionado com a raça e a vontade da Itália. É impressionante como os Azzurri não sentiram em nenhum momento a pressão da torcida alemã que cantou o tempo inteiro apoiando a sua seleção. Atuando com uma determinação ímpar durante os 120 minutos de jogo, a Itália segurou o time alemão, que sem contar com talentos individuais não conseguiu passar pela fortíssima defesa italiana. O povo alemão merece todos os aplausos e elogios por ter mostrado uma alegria enorme nos estádios e um sentimento de patriotismo digno de uma grande nação. Quanto a Azzurra, que exemplo de garra... A Itália honrou sua tradição de buscar forças em seus momentos de crise, joga o futebol feio mais lindo do mundo. Aqueles que gostam de um futebol de resultados ficam encantados com essa seleção que chega a sua sexta final de Copa do Mundo contrariando as expectativas, sempre com uma perseverança e uma disciplina tática invejáveis. Voltando ao jogo, o técnico Marcelo Lippi deu um exemplo de ousadia que serve a todos os técnicos de futebol. Sabendo da desvantagem histórica na disputa de pênaltis e na força dos alemães nesse tipo de decisão, ao final dos 90 minutos de jogo, ao invés de armar sua equipe na defesa, ele colocou em campo os atacantes Iaquinta, Del Piero, Gillardino e Totti e pressionou os alemães chutando duas bolas na trave no início da prorrogação. Nos últimos minutos de jogo sua coragem foi premiada com dois belíssimos gols de Grosso e Del Piero, acabando com o sonho dos alemães. Os incansáveis guerreiros italianos deixam o recado que para se chegar a uma final não é necessário Quadrado Mágico nem pedaladas ou recordes. Nenhum craque triunfa sem a força de uma equipe. Para se vencer, acima de tudo é necessário ter coração. Amanhã é a vez de nosso bravo gaúcho e seus gajos enfrentarem um gigante francês chamado Zinedine Zidane. A SORTE ESTÁ LANÇADA... Escrito por Carlos Rodrigues.
Escrito por Moderador às 19h25
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Personagem da semana Sinto falta de mais alguém nesta Copa (aliás, tenho falado de ausências neste Mundial com uma certa freqüência), amigas e amigos. Ele traja uma camiseta Azul Celeste, é mais um ‘mano’ ali da Sul, da América do Sul, ‘cê tá ligado’? Pronto, falo duma vez: minha personagem dessa semana é o Eduardo Galeano. O menos sistemático e mais brilhante historiador do futebol a meu ver. Foi lembrado pelo Couto na Folha, durante o mês da Copa; assim como fora mencionado, pouco antes do Mundial, pelo Xico Sá no mesmo espaço – aliás outro ausente sentido agora, no jornal. Autor de El Fútbol a sol y sombra, Galeano é um cara legal. Esta sua obra cobre o futebol desde seu albor (ou de sua “pré-história”, como escreveu Clóvis Rossi esses dias, aludindo a um período mais ou menos desde chineses, marcianos e aztecas, passando pelo ingleses e chegando até as primeiras copas antes da segunda guerra, quando a Itália venceu dois mundiais mussolinisticamente...) até a Copa de 94, o livro foi lançado em 1995. Não abordando, portanto, nem Ronaldo nem Zidane, que fizeram o grosso dessa história de 10 anos para cá – o “Fenômeno”, inclusive, iniciou sua trajetória com a amarelinha ao ser convocado, com 17 anos, em 94, mas Manparreira não escalou-o nenhuma vez naquele Mundial. Não alcança o advento por exemplo da Nike (que se confunde com o do “Bolha”, e também com o “reisado” de Ricardo “Tetê”, o indefectível, na CBF), também iniciado em 94, e essa espécie de disputa bipolarizada, paralela, entre as duas grandes empresas de material esportivo, a emergente norte-americana, e a tradicional, a alemã Adidas. Assim, ele chega em seu livro, ao ocaso do futebol-arte nos anos 90 e relata a chata Copa na Itália (1 a 0 com gol de penal, aos 40 do segundo tempo), e a detestável Copa que só-podia-ter-sido-nos-EUA, com a final sem gols entre Brasil e Itália. O que Galeano poderia relatar em novo livro, ou acrescentar em nova edição a este, seria o confronto Ronaldo x Zidane, os astros milionários do Galáctico Real Madrid, Nike x Adidas, os números assombrosos do primeiro, sua ressurreição para o futebol após seu calvário na Copa da França seguido do flagelo com seu joelho, em contraste com o talento ímpar, refinado, do meia franco-argelino¹, de espantosa regularidade sempre no nível mais alto – duelo que vimos reproduzido neste primeiro de julho, como um tira-teimas (onde Zidane voltou a vencer, ratificando, para mim, a supremacia de seu talento, que pode ser ilustrado, entre outras lindas jogadas, com o chapéu que aplicou no brasileiro colega do Real), mais pessoal do que das escolas, que muito se assemelham, simbolicamente disputado justo em terreno dos alemães, que foram uma espécie de coadjuvante neste processo de transição do Belo Jogo após seu esgotamento na década anterior, inclusive tendo feito a final intermediária, em 2002, contra os brasileiros, enquanto os franceses caíam logo na primeira fase, sendo eliminados pela debutante Senegal e pela ciclotímica Dinamarca, ao lado dos também campeões mundiais do Uruguai, que, aliás... bem, vem de lá a “personagem da minha semana” – alguém que preza o futebol em todos os seus aspectos. Galeano que, ironicamente, possui um parente distante por aqui, jogador que brilhou no futebol paulista, dentro do paradigma do carregador de piano de Dunga, o marco do futebol de resultados de Manparreira. A Celeste Olímpica foi, para mim, assim, a maior ausência desta Copa, que só vim a notar de fato nestas quartas, com outros 6 campeões classificados. Desafortunadamente, sucumbira na repescagem contra os australianos. Torço para que o futebol uruguaio reaja, pois sua história é fundamental ao futebol mundial, desde há muito. PS: Enquanto isso, à seleção portuguesa de Scolari, agora só faltam duas! ¹ Ronaldo e Zidane, aliás, concentram ambos o maior número de prêmios de Melhor do Ano da FIFA – 3 cada; prêmio que foi instituído em 1991, também não chegou a ser objeto de observação mais detida do escritor no trabalho citado. Escrito por Jônatas Tallarico Escrito por Moderador às 19h18
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Semi 2006 Alemanha x Itália A Alemanha passou, pois tinha a torcida, a garra e o Klinsmann Escrito por Bruno Roberti Escrito por Moderador às 18h10
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