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A personagem da semana E eis que é chegada a hora, após a quarta rodada da Copa, de se escolher a personagem da semana – mas acho que não será do “ex-crete”. Pelo menos, nenhum dos 11 que o “ManParreira” acabou mandando a campo, pela “selecinha” da CBF – e era para ser o “Joga Bonito” ou o “Joga 10” da Nike... Personagem que faltou, e que devia ter sido protagonista: a Arte. E isto, minhas amigas e meus amigos, pois me dá um saudosismo danado do bom futebol (do qual, como escreveu esses dias o Zé Geraldo Couto, prosseguimos “mendigos”...). A gente até esta terça viu jogo todo dia (às vezes até 4!) – felizmente teremos uma folguinha de 2 dias até a sexta, para pensar nas contas vencidas e/ ou estouradas, no boletim do filho ao fim do semestre letivo, naquele encanador que ficamos de chamar para olhar a descarga que ainda não ficou boa... No entanto, pouca bola redonda, nenhuma novidade... Há outros ingredientes, mesmo raros, para quem gosta do esporte; há emoção e tudo. Mas pouco show. Agora, nas oitavas, quando a Copa de fato começaria, ao entrar nos jogos eliminatórios o espetáculo dançou de vez – parafraseando o velho Mané, êita copinha furreca, é pior que a Libertadores da América, que pelo menos tem jogo de volta... Em todo caso, a “briga de cachorro grande” que começa na sexta não deixa de ser promissora. No dizer dos europeus, agora sim virou Eurocopa mais Brasil e Argentina... E afinal, para os amarelos do Ricardo “Tetê” se apresenta um jogão, com adversário à altura, les bleues! Les coqs contre les canards… oups !, les canaris reeditarão antigos confrontos (58, 86, 98) e sobretudo aquele que não houve, em 82, quando eram as duas seleções mais encantadoras mas que ficaram pelo caminho – momento, aliás, que possivelmente tenha marcado o fim do futebol-arte. Por sorte, porém, para diversão nossa, dos amantes do esporte, os artistas escasseiam mas não desaparecem de todo (quando pensávamos que nada mais surgiria no futebol, Robinho inventou a pedalada, por exemplo, e ele ainda mal chegou a seu auge!): veremos, na próxima partida, talvez (eu espero que não; a maioria dos brasileiros, que sim) a despedida de um desses virtuoses preciosos: Zizou. Justiça seja feita a este gênio do Belo Jogo, também pela volta por cima após o insucesso em 2002 e o início claudicante de sua seleção nesta Copa – o gol que marcou contra a Espanha foi desses de passar a régua, provocar arrepios, se aplaudir de pé, pagar outro ingresso. Com a simplicidade dos grandes que lhe é peculiar. A minha personagem da semana, afinal, não será apenas um conceito, pois este pode ser personificado em alguém de carne e osso – quiçá não seja um semideus?, ou um alienígena?! – Zinedine Zidane. O maior jogador de futebol em atividade. Dois toques... Felipão também podia ter sido minha personagem da semana: transformou a Copa em Libertadores; foi comovente, embora pouco esportivo, ver o aguerrimento com que seu time atuou, quase todo o tempo com um homem a menos. De fazer levantar do túmulo Dom Sebastião, Simon Bolivar e Duque de Caxias de uma só vez. e uma Canetada... ManParreira frustrou esta coluna – pois minha personagem da semana era para ter sido o Cicinho – e contra aquela defesa em linha de Gana o ala do Real teria literalmente se atirado em rasantes sucessivos... Já o Robinho, não quis o destino que pudesse concorrer a personagem desta rodada – mas terá sido mesmo o Fado?! Escrito por Jônatas Tallarico, que é fã de Nelson Rodrigues Escrito por Moderador às 13h12
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Seleção da Copa Bom, agora já podemos fazer as nossas seleções da Copa. Até agora, já foram disputadas 56 partidas e já dá para dizermos os melhores em cada posição. Aqui vai... Carlos - Buffon (ITA); De Bruno - Zueberbuehler (SUI); Sagnol (FRA), Juan (BRA), Cannavaro (ITA) e Lahm (ALE); Zé Roberto (BRA), Pirlo (ITA), Ballack (ALE) e Figo (POR); Klose (ALE) e Ronaldo (BRA) – T: Luiz Felipe Scolari (POR)
Jônatas - Shovkovskyi (UCR); Miguel (POR), Senderos (SUI), Rafa Marquez (MEX) e Vieira* (FRA); Pirlo (ITA), Máxi Rodriguez (ARG), Kaká (BRA) e Beckham (ING); Robinho (BRA) e Klose (ALE) *Deslocado para a lateral-esquerda
Por enquanto, o atacante alemão, Klose, saiu na frente como craque da Copa
Escrito por Moderador às 18h53
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Mais um Round E continua nas arenas da Alemanha o confronto entre os bravos lutadores do mundo inteiro para ficar com a mocinha de vestido dourado. Dos trinta e dois lutadores, restavam apenas dezesseis e entre eles quatro já foram eliminados. Quem será o vencedor no dia 09 de Julho? Ontem na hora do almoço o forte alemão Fritz derrubou sem piedade o grandalhão Sonsson. Fritz, que é chegado num chopp, aproveitou o fato de lutar em sua arena e mostrou muita força de vontade. Com dois golpes precisos derrubou o adversário que não esboçou nenhuma reação. Agora Fritz vai enfrentar um lutador muito mais perigoso, o cantor de tango Juanito. Juanito lutou contra o bigodudo Gonzáles, que trajado com um poncho e um sombreiro deu muito trabalho para ser derrotado. Os dois lutadores não conseguiram desferir bons golpes durante toda a luta, mas no final Juanito, sempre rápido, astuto e surpreendente, desferiu um golpe mortal e totalmente inesperado deixando o seu oponente atordoado. O duelo de Fritz e Juanito será o mais disputado da próxima rodada. Lord Charles, com toda a sua frieza e elegância lutou mal, porém enfrentando um lutador latino pouco conhecido venceu com um golpe certeiro. Porém Charles ainda precisa convencer a todos que é um lutador forte, principalmente porque vai enfrentar o valente Manuel. E o Manuel, padeiro português, filho de um bravo gaúcho, teve uma luta sangrenta coberta de golpes desleais e violentos. Sem ter muita técnica e golpes de efeito, apanhou muito do gigante Van Orange, mas o destemido gajo é o tipo de lutador que nunca cai por mais forte que seja o golpe. Amanhã o valente Giuseppe, da terra da pizza, vai lutar contra o caçador australiano Crocodilo Dundee, que vem montado em seu canguru. Giuseppe é um dos lutadores mais fortes, se esquiva como ninguém e é quase impossível acertar um golpe nele. Deve derrotar seu adversário sem derramar muito sangue. A outra luta do dia é entre um queijeiro e um bebedor de vodca pouco conhecido. Apesar de ser uma luta muito importante, ninguém dá muita atenção para eles. Na terça o mestre de capoeira Zé da Silva, famoso por ser um sambista e mulherengo de mão cheia, enfrenta um garoto africano que está lutando pela primeira vez e quer bater o tempo inteiro. Zé tem um repertório de golpes inacabável e parece invencível, mas vai ter que lutar melhor do que lutou até agora. Só bateu pra valer no fraco Karatê Kid, que já voltou pra terra do sol nascente depois de tomar muita porrada. E a última luta será entre o velho Pierre, que está quase se aposentando e já sofre com a idade avançada e o toureiro Ramón, que até hoje nunca conseguiu derrubar um touro. O jovem Ramón tem muita velocidade, mas lhe falta experiência e precisa tomar cuidado para não ser nocauteado. Até o próximo Round! Escrito por Carlos Rodrigues.
Escrito por Moderador às 19h44
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Dois Toques... E não é que o Bolha já bateu o recorde de ninguém menos que Pelé e ainda igualou o de Gerd Müller?! Fenomenão! * *
Já Felipão continua fazendo história em Copas – com 10 jogos e 10 vitórias seguidas, também vai batendo seus recordes. O gaúcho de Caxias do Sul, o rei dos mata-matas, é um motivador sem igual. Agora só faltam 4, Scolari! ...e uma canelada A cara de contrariedade do “ManParreira”, secundado por um inanimado Zagallo no banco diante do espetáculo do misto quente de nossa “selecinha”, como bem notou Tostão, foi emblemática: ele parecia contrafeito ao extremo com a atuação que estava presenciando, inteiramente fora de seus planos... E devia estar meditando o problema com chifres que criou ao colocar os cinco reservas tão mais efetivos. Se for verdade o que a Folha divulgou em matéria de 22.06, o ambiente na seleção, mal dirigida, deve estar ruim, sem comando... é o tipo de situação em que ou os jogadores se cotizam e tomam atitude, ou então não chegam a lugar algum – na ausência de um líder, que possa em compensação aflorar um repentino espírito de equipe naquele emaranhado de estrelas. Escrito por Jônatas Tallarico
Escrito por Moderador às 10h57
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Sem Inclusão “não dá pedal” Amigas, amigos: A atual Copa da Alemanha confirma, até o momento, a manutenção das tradicionais potências futebolísticas (exceto a uruguaia, que não se classificara); confirma, também, a supremacia européia – região que colocou 10 representantes na fase seguinte, restando 4 que ficaram pelo caminho), até o momento disparada em maior número, seguida pelo futebol americano, com quatro representantes. Felizmente, vemos a presença de pelo menos uma seleção africana nas oitavas (das cinco que iniciaram a disputa) e, melhor ainda, o representante oceânico passou. Só ficou faltando um asiático – pena que o Japão, que no começo era um candidato a uma vaga, desapontou muito e a Coréia, que chegou à última rodada com chances, sucumbiu frente à Suíça. Esta distribuição na geopolítica da bola vem ao encontro de uma preocupação que tenho há tempos com a necessária diversidade no esporte. Há, sim, alguns esforços – ainda tímidos e mais demagógicos – que a FIFA tem feito, por exemplo em mandar uma copa no continente africano, a próxima, assim como a anterior, a primeira disputada na Ásia. Ficaria faltando uma copa na Oceania, cujo representante, aliás, obteve sua vaga superando o decadente bicampeão mundial Uruguai, numa já recorrente repescagem que confronta o quinto colocado nas eliminatórias sul-americanas ao melhor da Oceania, que desse modo não tem nenhuma vaga garantida na fase final desse Campeonato Mundial que é a Copa do Mundo. O que, a despeito de o futebol aborígine ser ainda incipiente, considero justo do ponto-de-vista eqüitativo que tivesse, sobretudo se observarmos que a CONCACAF garante três postos na Copa, sendo sempre México e mais dois outros quaisquer – desta vez, EUA e Costa Rica, que, com campanhas pífias, não passaram da primeira fase (mesmo o México passou raspando, não convencendo a ninguém até aqui, sem falar no heróico Trinidad e Tobago, que também obtivera sua vaga numa repescagem). Portanto, com 16 finalistas, a metade do que iniciou esta já inchada e mal-distribuída competição, ela entra agora em sua segunda fase; há quem diga, aliás (o próprio Juninho Pernambucano, reserva de luxo do “ex-crete”, declarou algo nessa linha), que é agora que a Copa de fato começa. Por sorte, após a desastrada classificação francesa, com a presença dos seis campeões mundiais que chegaram à Alemanha, que afinal compõem o caldo grosso do torneio mais charmoso do planeta. O desejável, aqui, seria aliar a variedade com a qualidade, e não com a quantidade (aparentemente, escolha esta norteada por critérios clientelistas), o que contribuiria muito mais ao engrandecimento do Belo Jogo – em que se pesem os cada vez mais impositivos interesses financeiros por trás dele (cada vez menos esportivo e mais negócio, porém paradoxalmente sendo menos espetacular também, ainda que continue a ser muito competitivo). Onde, de todo modo, todo mundo quer uma fatia, por menor que seja, desse gordo bolo. Se houver mérito, em suma, nada pode haver de mal nisso... desde que novas escolas qualificadas possam vir a surgir e a se estabelecer no cenário futebolístico global. Bons jogos decisivos a toda(o)s! Abraços auriverdes e inté. Escrito por Moderador às 10h55
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Continuação... Grupo E O mais disputado da primeira fase. No fim das contas, esse acabou sendo o grupo da morte. A Itália, com bastante dureza, terminou em primeiro e Gana surpreendeu. A República Tcheca, apontada como favorita por muitos, e os EUA (2º e 4º no ranking da FIFA, respectivamente) ficaram de fora. Grupo F Um grupo teoricamente fácil. Surpresa a Austrália, que se classificou para a Copa eliminando o Uruguai na repescagem, e decepção a Croácia, por ter um bom time, mas não conseguir demonstrar isso na Alemanha. O Brasil evoluiu ao longo dos jogos e o Japão, para mim, não foi uma decepção. Observação para o jogo Croácia 2 x 2 Austrália. Foi uma das melhores partidas da primeira fase e o zagueiro croata, Simunic, foi expulso após levar TRÊS cartões amarelos. Grupo G Mais uma vez a França mostrou que a Copa de 98 foi um milagre da natureza. O time custou a marcar gols e parece que só se soltou diante do Togo, uma das piores seleções da Copa. A Suíça se mostrou a melhor defesa até agora e não levou gols. A Coréia, que foi muito favorecida pela arbitragem em 2002, não passou às oitavas. Curiosamente, um dos gols da Suíça, que decretou a eliminação sul-coreana, foi irregular. Grupo H A Espanha mostrou a força da Fúria e teve a melhor campanha da fase de grupos, com o melhor ataque ao lado da Alemanha. A Ucrânia, no sufoco, passou. Shevchenko, ao lado de Voronin e Rubrov merecem destaque. A Tunísia e a Arábia deram as mãos. Elas obtiveram um empate por 2 x 2 jogando entre si na primeira rodada, foram goleadas na segunda e perderam por um gol de diferença na última rodada.
Escrito por Bruno Roberti Escrito por Moderador às 19h30
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Concretizações até agora Pelo grupo A, o Equador foi uma boa surpresa e a Polônia uma decepção. A Alemanha deu a volta por cima e está fazendo por merecer. Se eu fosse o Klismann, convocaria a imprensa para uma coletiva e falaria assim: "Vou dizer apenas algumas palavras: chupa seus filhos da p...". A Costa Rica teve uma participação lamentável e só o Wanchope se salvou. No grupo B, a era Paraguai com uma forte barreira na defesa acabou. O Manzur deveria ser testado anteriormente. Méritos para a Inglaterra, que parece ser a equipe com mais espírito para a Copa, e à Suécia, que vem evoluindo no futebol a cada rodada. Trinidad e Tobago se mostrou guerreira, mas fraca e apenas o goleiro Hyslop merece atenção. Grupo C: Considerado antes da Copa como a chave da morte. Holanda e Argentina garantiram classificação antecipada. Sérvia e Montenegro, que tinha levado apenas um gol nas eliminatórias, decepcionou. A Costa do Marfim mostrou que tem um excelente futebol, mas falta experiência Já no Grupo D, o México decepcionou por ser a equipe que mais se preparou para a Copa e ainda não se acertou. Portugal, após 40 anos, passou às oitavas e o Felipão mostrou ser um ótimo técnico. Irã e Angola com participações lamentáveis. Fica aqui uma observação para México 0 x 0 Angola como o pior jogo da Copa. Depois tem mais... Escrito por Bruno Roberti Escrito por Moderador às 20h24
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Sonho em vermelho, branco e preto. Eu tive um sonho essa noite, talvez seja um presságio, mas como eu não tenho nenhuma aspiração a competir com a Mãe Dinah nas previsões astrológicas, tenho certeza que não vai se concretizar. Dia 09 de Julho de 2006. Berlim. Brasil e Argentina chegam a final da Copa do Mundo e finalmente o maior clássico do futebol mundial vai decidir o título. A Argentina vem confiante após vencer a Espanha na semi-final por 3 x 0. Já o Brasil, que venceu a Inglaterra nos penaltis, após um dramático 0 x 0 no tempo normal, chega a decisão com dois desfalques. O goleiro Dida fraturou o pulso após defender a cobrança de penalti de Beckhan que levou o Brasil a final. Já Emerson cumpre suspensão por ter sido expulso após falta violenta no inglês Rooney e dá lugar a Mineiro. O jogo começa tenso e ambas as equipes marcam muito forte, então aos 30 minutos do primeiro tempo, Lúcio sai jogando pela direita e dá um bom lançamento para Adriano na intermediária. Adriano mata no peito e toca por cima da defesa, Mineiro aparece entre os dois zagueiros, domina a bola na marca do penalti e toca na saída de Abbondanzieri para marcar o gol do Brasil. No segundo tempo a Argentina coloca em campo Messi e Tevez, pressiona o Brasil o tempo todo mas as tentativas sempre param nas mãos de Rogério Ceni, o herói da partida. Aos 35 minutos, falta na intermediária. Riquelme ajeita a bola e chuta com precisão no ângulo esquerdo. São milésimos de segundos de total silêncio por parte de quase 180 milhões de brasileiros até que surge Rogério Ceni e com a ponta dos dedos tira a bola quase de dentro do gol e faz uma defesa milagrosa. O jogo termina 1 x 0 e o Brasil é Hexa Campeão Mundial. Acordei...como todo brasileiro, tenho direito de sonhar...Abraços! Escrito por Carlos Rodrigues. Escrito por Moderador às 15h17
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E a Argentina vai avuando... Amigas, amigos; O bom de não ser jornalista é poder fazer comentários diletantes, descompromissados - e quando quebramos a cara nem sermos quase cobrados... Foi o que ocorreu no meu texto anterior desta série, quando enalteci o jogo da República Checa e, pior, descartei as zebras (mormente as africanas) – de uma só vez, vi Gana renascer dando um verdadeiro baile nos checos. Já a seleção argentina – que se na estréia vencera a boa seleção costa-marfinense controlando o ritmo por dois a um, contra os ex-sérvio-montenegrinos foram copiosos, ministrando uma aula de futebol – já está sobrando na primeira fase. Na próxima quarta, deve fazer contra os holandeses o grande jogo da primeira fase deste Mundial – pelo chamado Grupo da Morte que a exemplo do similar de 2002 sepultou a maior promessa africana. A propósito, faço uma digressão ao abordar essa equipe alviceleste: no fim de semana passado, pedalando minha bice pelas ruas do bairro divisei, ali próximo à Marginal Pinheiros, uma dessas revoadas de andorinhas contra o crepúsculo, naquelas formações de cair o queixo – e quase me esborrachei no poste enquanto apreciava tal espetáculo: de súbito, associei a coreografia à exibida pela equipe de José Pekerman, e por analogia que este é o seu grande mérito, o conjunto, podendo ser sintetizado como anátema numa frase lapidar: “Uma andorinha só não faz verão”. Assim, migrando rumo ao Norte, o bando de andorinhas azul-e-branco (hirundinídeos, quelidônios ou ainda golondrinos), vindo da terra de nossos “manos” (não me refiro à ZL, mas se quiserem entender assim também não estarão tão distantes deste fito), buscam alcançar o verão por lá, brilhando em terras boreais; talvez o grupo de Sorín, Cambiasso, Mascherano, Maxi Rodriguez, Riquelme, Saviola, Crespo, Tevez, Messi (e etc. e etc.) seja um desses, aptos a fazer história no Velho Continente. Ou como cantaria Gardel: “Golondrinas de un solo verano/ Con ansias constantes de cielos lejanos.../ Alma criolla, errante y viajera, / Querer detenerla es una quimera”. Voa, Rossi! Já a Itália não frustra expectativas: se sustenta na retranca mesmo contra americanos – os caras que só conhecem o futebol jogado com as mãos – que ainda por cima tinham um homem a menos em boa parte do jogo. Fora a cafajestagem, de enrubescer até os gringos da sul-américa... Voa, Nau Lusitana? Primeiro Nina, Pinta e Santa Maria; agora, Deco, Figo e Cristiano Ronaldo – será Felipão um novo Colombo às avessas, desbravando o Velho Continente?! Voa, Canário pra Terra Entre os amarelinhos de Emerson e Cafu, pendurados, o sinal Amarelo para a escalação de ManParreira e o Amarelão do Ronaldão, prefiro mesmo o Verde das golas e do uniforme do Dida – que adora saltar a catar borboletas (“Ora /direis/ ouvir estrelas...”, bom baiano...). Talvez a passagem de volta já deva ser reservada para após as oitavas – nem que seja num vôo da VARIG.... Escrito por Jônatas Tallarico
Escrito por Moderador às 14h43
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Dois toques World Cup Fashion Week: David Bechkam se preocupa tanto em manter o penteado e não amassar a camisa que esquece de jogar futebol, fica parado na ponta direita só fazendo biquinho pros fotógrafos Beach Soccer: Alguem explique pra seleção inglesa que o gramado serve para que a bola role sobre ele. Jose + 10: Realmente Kaká e Riquelme seguem a risca o papel de garoto-propaganda, duvido que que o craque da Copa seja outro além deles, estão jogando demais. Treino é treino, jogo é jogo: O que adiantou a seleção mexicana começar a treinar quase 3 meses antes da Copa? A pipa do vovô não sobe mais: A despedida de Zidane está tomando ares mais melancólicos que a busca de Romário pelo milésimo gol. Denílson neles: O Robben da Holanda fica girando ali pela ponta esquerda e não passa a bola de jeito nenhum, é o fominha da Copa, lembra nosso eterno reserva. Red Label: Envelhecido 8 anos o whisky paraguaio deu uma ressaca enorme em sua torcida, ninguém consegue vencer jogando com 5 volantes. George Lucas: Eu não falei que os comerciais da Nike usam efeitos especiais? O Ronaldinho Gaúcho não tabela com a trave não, mas poderia jogar um pouquinho mais. Baba Baby: Se a seleção da Suécia é fraca, suas torcedoras deixam qualquer um babando, as mais lindas que eu vi até agora. O ataque dos clones: Quantos clones de Franz Beckenbauer foram feitos para essa Copa? Ele assistiu todos os jogos até agora. Pode apostar que quando tiverem jogos simultaneos ele estará nos dois. Escrito por Carlos Rodrigues.
Escrito por Moderador às 22h48
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Entre altos e baixos Queimei minha língua. Disse anteriormente que não teria nada de relevante pra comentar sobre a Espanha e eles meteram uma goleada na Ucrânia (apesar do time parecer uma Venezuela européia) com boas atuações de Villa e Marcos Senna entre outros. Ao contrário do que mostram os comerciais da Nike, os jogadores do Brasil são seres humanos. A seleção não está jogando mal, é que os torcedores ficam imaginando que os brasileiros vão dar pedaladas, toques de letra e cambalhotas durante o jogo todo. Se Parreira levou o caneco em 94 com três volantes, Zinho e Bebeto, esse ano a Copa vai ser nossa. Esse parece ser o mundial dos altos e baixos, a Itália passou bem por Gana, mas contra os Estados Unidos decepcionou. O técnico italiano, mesmo com um jogador a mais, sacou Totti e colocou Gatuso em campo, parece que os italianos não vão jogar um futebol ofensivo nem daqui a cem anos. A Republica Tcheca jogou demais na estréia, mas mostrou um futebol horrível contra Gana. Os alemães sofreram pra vencer a Polônia e os franceses são uma decepção, que futebol medíocre estão jogando Henry e Zidane, não surpreende se empatarem com Togo e voltarem mais cedo pra casa. A Argentina mostrou uma competência assustadora e o melhor futebol da Copa, não deve voltar pra casa antes da final. Ainda bem que o técnico deles não escala Tevez e Messi no time titular. Os hermanos têm tudo para levar o bicampeonato. Portugal lembra muito o Criciúma e o Grêmio de Felipão, para eles 1 x 0 é goleada. Não tem grandes estrelas, porém deve ser um adversário duríssimo na próxima fase. A Inglaterra, mesmo com ótimos jogadores, insiste nas jogadas aéreas com o abestalhado Crouch. Eu não entendo o que eles têm contra jogar com a bola no chão. A grande zebra tem sido o Equador que está jogando um belo futebol e não será surpresa nenhuma se arrancarem um empate dos alemães e ficarem em primeiro no seu grupo. Por outro lado o México treinou por tanto tempo que deve ter esquecido que a Copa já começou. Decepcionante. A terceira rodada será marcada por grandes contrastes. Com muitas seleções já classificadas e outras eliminadas, deve haver muitos empates e partidas sem vibração. Fico por aqui. Agora vou poupar forças e já me preparar pras oitavas... Escrito por Carlos Rodrigues.
Escrito por Moderador às 22h16
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Excrete, Canarinho! Amigas e amigos, concluída a primeira rodada desta fase inicial da Copa, dá para a gente tecer algumas análises preliminares sobre as seleções mais fortes desta competição (falou-se em até 10 favoritos que a iniciaram, o que parece demasiado de qualquer forma). De modo geral, todos os principais candidatos andaram no script, sem encantar nem decepcionar – mesmo a França, que desta vez parece ter pego um grupo mole, e deve se recuperar do empate inicial com a Suíça. Boa continuação de Copa a todos! Abraços e inté. Dois toques Tobago & Togo, Tonga, Conga, Toba, Kong, Chongas nenhuma... O fato é que não estamos tendo grandes surpresas neste Mundial – as zebras africanas, por exemplo, deslistradas, ficaram europeizadas, disciplinadas taticamente, ou seja, perderam o encanto que tinham em copas passadas sem ganhar em competitividade suficiente para terem maiores pretensões. Por outro lado, Tunísia 2 x 2 Arábia Saudita, que não vi direito, a não ser trechos da partida e os melhores momentos, é bem capaz de ter sido, ironicamente, o melhor jogo desta primeira rodada: bons toques, triangulações bem ensaiadas, jogadas coletivas bem executadas, gols bonitos. ...e uma Canelada O que ocorre com o 9 da "Selecinha Manparreira"? O "cara carente", como diz o Xico Sá (carente namorando há um ano com a Raica Oliveira?!), agora mais conhecido como o Bolha, antes de 2002 "o Podre", o menino-problema da Seleção Brasileira... O cara, em todo caso, é muito do mimado, isso sim. Enfim, pode até ser que Lula continue "manguaçando" bem, mas neste ponto está certo: Ronaldo continua gordo mesmo... > Escrito por Jônatas Tallarico, que é brasileiro, mas não se ufana muito de seu time Escrito por Moderador às 20h54
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