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Cornetas, apitos e bandeiras
Alguém consegue imaginar uma Copa do Mundo sem aquelas bandeirinhas presas no vidro dos carros, sem as malditas cornetas que fazem um barulho irritante e sem as tabelas da Copa do Mundo que vem anexas a refrigerantes, chocolates, botijões de gás, remédios para leucemia, preservativos, absorventes e lenços de papel? Pois é, mas o que realmente é indispensável em qualquer mundial são os Bolões que as empresas e os amigos fazem. Alguns são mais elaborados, feitos em Excel e exigem pelo menos um ano de Matemática e Estatística para serem compreendidos. Outros são mais simples, basta acertar do campeão ao quarto colocado. O que irrita qualquer um que entende de futebol é que quase sempre quem menos entende de futebol é que ganha a grana. Eu passo horas a fio analisando os esquemas táticos, a campanha nas eliminatórias e o posicionamento dos jogadores somente pra arriscar o resultado de Coréia do Sul x Togo. Enquanto isso, aquele mala que não assiste nenhum jogo, acha que o Robben é o parceiro do Batman e chuta todos os placares sem nenhum critério, consegue vencer o Bolão. O que me deixa p*** em Copa do Mundo é que 99% das pessoas torcem pelo mesmo time. Segunda-feira não tem nenhum santista, palmeirense ou corinthiano pra encher o saco. Eu estou morrendo de saudades da Libertadores. Na Copa não tem a altitude de La Paz, não tem chuva de catarro nas cobranças de escanteio, não tem pancadaria no final da partida, não tem jogo no Morumbi e La Bombonera e não tem nem mesmo a catimba Argentina. Depois que o Simeone, o Ortega e o Killy Gonzáles deixaram a seleção eles ficaram bonzinhos demais, estão jogando como europeus. Só fico preocupado com mais um triunfo do Brasil, porque vai ficar cada vez mais difícil pronunciar a quantidade de títulos. Hexa ainda é aceitável, mas depois teremos que lutar pela Hepta, Octa, Nona e Deca campeonato mundial. Deus do Céu! Escrito por Carlos Rodrigues. Escrito por Moderador às 19h26
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Primeiras impressões Finalmente o Brasil estreou. Em meio a cornetadas, apitos e rojões resolvemos escrever novamente. Desculpem, mas ultimamente o nosso tempo livre estava tão escasso quanto a água do Saara. Graças a Deus chegaram as férias. A primeira rodada ainda não terminou, mas devido ao histórico do time tenho certeza que não terei nenhum comentário relevante sobre o futebol da Espanha. Entre os favoritos, a França foi a maior decepção, parece que após vencer a final de 98 contra o Brasil, os franceses esquecerem o caminho do gol, já são 4 jogos de Copa do Mundo sem balançar as redes e a dupla Zidane & Henry mostrou uma apatia irritante contra a limitada Suíça. Os ingleses tiveram uma estréia apagada contra o Paraguai, mas devem melhorar com a volta do endiabrado Rooney. Espero que o seu reserva Crouch escolha outro esporte, quem sabe jogando basquete ele possa render mais. Porém mostraram um esquema tático interessante com duas linhas de 4 jogadores. A Alemanha goleou a fraca Costa Rica, mas sua defesa não inspira muita confiança. Não é a toa que Lúcio e Juan são ídolos no futebol alemão. Falar da Itália é difícil, o time mostrou uma vontade enorme contra Gana e os italianos com toda a sua tradição sempre chegam as fases finais, mesmo que a duras penas. Independente da qualidade do elenco é sempre favoritíssima. A Argentina enfrentou uma parada duríssima contra a Costa do Marfim, mas teve a seu favor o talento de Riquelme que é o maestro do time e deu o passe para os dois gols e o terceiro que não foi marcado pelo bandeirinha. Se não tivesse um técnico tão pragmático poderia jogar um futebol muito melhor. É candidata fortíssima ao título. No mesmo grupo, a Holanda sempre no ofensivo 4-3-3, venceu pelo placar mínimo a Servia & Montenegro. Como joga bonito aquele Robben, um grande ponta-esquerda que tem tudo para ser uma das revelações da Copa. Deve se classificar junto com a Argentina sem grandes problemas. Portugal e México jogaram um futebol tão medíocre que dispensa comentários. E a grande surpresa (ou favorita) foi a Republica Tcheca que atropelou os norte-americanos. Nedved recentemente foi eleito o melhor jogador do futebol europeu e Rosicky também desequilibrou. Infelizmente os tchecos podem ser os adversários do Brasil já nas oitavas. Quanto ao Brasil, como sempre, teve uma estréia duríssima. Se o tal “quarteto” não teve uma atuação brilhante, Kaká marcou um golaço e garantiu a vitória. Ele tem tudo para ser o craque da Copa, eu não entendo porque a camisa dez não pertence a ele, afinal é o grande maestro da nossa seleção. Ronaldinho Gaúcho teve marcação tripla o jogo inteiro e os dois atacantes estavam quase dormindo em campo. Mas na defesa Dida e Juan mostraram firmeza e garantiram o placar. Mas pelo menos a seleção superou bem a ansiedade do primeiro jogo. Nem dá tempo de respirar e já temos pela frente a segunda rodada. Mas se a primeira impressão é a que fica, parece que essa Copa não terá muito espaço para zebras e todas as seleções favoritas devem, no mínimo chegar a próxima fase. Veremos... Escrito por Carlos Rodrigues. Escrito por Moderador às 18h47
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