|
|||
|
São Paulo Campeão Brasileiro 2006
O São Paulo conquistou com duas rodadas de antecedência o título do Campeonato Brasileiro. Foi a sua quarta conquista Nacional. O Tricolor já havia sido campeão em 77, 86, 91 e agora levou o de 2006, ano em que o São Paulo dominou o futebol brasileiro. A equipe do Morumbi foi vice-campeã da Libertadores, Recopa, do Campeonato Paulista e não podia terminar o ano sem nenhuma conquista. Na minha opinião, a estrutura do clube e a base do time foram os fatores determinantes para a campanha vitoriosa. Em relação ao ano passado, quando a equipe foi campeã da Libertadores e do Mundial de Clubes, alguns jogadores saíram. Caso do zagueiro uruguaio Lugano, dos atacantes Amoroso, Luizão, do lateral-direito Cicinho e do técnico Paulo Autuori. Todos se destacaram em 2005 e foram para o exterior. No entanto, a diretoria manteve alguns atletas, trouxe novas peças e um novo comandante para dirigir a equipe em 2006. Debaixo das traves, Rogério Ceni foi o símbolo tricolor. Na zaga, Fabão, André Dias, Miranda e Alex Silva se revezavam ao longo dos campeonatos. No meio-campo, Mineiro, Josué e Danilo sustentavam a equipe. Na lateral-direita, Cicinho foi substituído por Souza e, mais recentemente, pelo jovem Ilsinho. Na outra ala, Júnior continuou dando o toque de experiência ao time. Por fim, o setor ofensivo ganhou o reforço de Aloísio, Lenílson e Leandro. Mas, a receita do sucesso são-paulino não estava só dentro das quatro linhas. No banco, um elenco recheado de craques e um excelente treinador deram o requinte final. Afinal de contas, o que seria de um time sem um comandante? E o maestro do São Paulo se chama Muricy Ramalho. O treinador, que nos últimos anos ganhou destaque no cenário futebolístico, montou perfeitamente o time e colheu os frutos de um bom trabalho. Não podemos esquecer da base do clube como um todo. O São Paulo Futebol Clube tem uma estrutura de dar inveja a qualquer time do mundo. Com um local de treinamento de ponta e o melhor centro de reabilitação fisioterápica, o clube está um passo à frente no que diz respeito às atividades extracampo. Competentemente dirigido e administrado, o Tricolor conseguiu se manter por dois anos consecutivos nas primeiras páginas da mídia esportiva. E não vai parar por aí. Para o ano que vem, alguns jogadores devem deixar o time. Em compensação, atletas já manifestaram o interesse em continuar dando alegrias aos torcedores. E quem vier de reforço vai se encaixar perfeitamente no time, uma vez que o clube dá todas as opções para isso. Não é à toa que o São Paulo, hoje, é a melhor equipe da América. E tem tudo para se tornar uma das melhores do mundo. Não só como um time de futebol, mas sim, como uma empresa de trabalho.
Escrito por Bruno Roberti Escrito por Moderador às 15h07
[]
[envie esta mensagem]
A velha nova seleção Primeiramente eu gostaria de parabenizar ao campeão Internacional, equipe de qualidade incrível, fortíssima dentro e fora de casa que conquistou seu primeiro título de Libertadores. Também ao tricampeão São Paulo, que jogou com uma raça e uma determinação enorme e mostrou à sua torcida que um vice-campeonato também pode ser glorioso. Não pretendo me aprofundar analisando essa brilhante decisão porque uma coisa tem me irritado profundamente: a seleção brasileira. Quando Dunga fez sua primeira convocação, poupou jogadores dessas duas equipes que disputavam a final. Mas e agora? É impressionante que apenas Rafael Sobis tenha sido convocado entre tantos campeões e vice-campeões da Libertadores. A exemplo do que acontecia nas seleções pré-Nike, não seria mais interessante formar uma seleção tomando como base as duas equipes que vem se destacando no futebol brasileiro e sul-americano? Pois eu acho praticamente uma heresia deixar de fora da convocação para o jogo contra a Argentina atletas como Rogério Ceni, Mineiro, Josué, Tinga, Jorge Wagner, Alex e Ricardo Oliveira, que juntos formariam uma seleção de enorme respeito. É desanimador ver que mudam-se os sapatos mas continuam as meias furadas com chulé. Uma vez que Ronaldinho e Kaká têm vaga vitalícia na equipe titular, não tanto pelo seu futebol, mas por serem astros de grandes patrocinadores, por que não deixar para convocá-los em competições importantes? Dunga começou muito mal, pela sua convocação percebe-se que ele tem assistido muito mais ao futebol ucraniano do que ao Campeonato Brasileiro. Como eu já citei anteriormente, temos uma seleção nascida no Brasil ao invés de uma seleção brasileira e isso não me parece ser algo positivo. Pelo jeito, as coisas não vão mudar e a seleção não vai perder o sotaque europeu. A Nike, o Guaraná Antártica, a Adidas, a Rexona, o Santander e a Pepsi agradecem. Escrito por Carlos Rodrigues. Escrito por Moderador às 14h19
[]
[envie esta mensagem]
Vamos moralizar a Seleção
Olá para todos.
Convoco todos os que receberem esta mensagem para, junto comigo, iniciarem um boicote contra a maneira suja e rasteira que o futebol brasileiro vem sendo conduzido. Quero dizer que, nos dias dos jogos - amistosos - da seleção, você não assiste pela tevê, mas pode ouvir pelo rádio. Tal atitude justifica-se por algumas razões:
1. A queda de audiência da Rede Globo, que detém o monopólio das transmissões vai causar uma falta de interesses pelas cotas de patrocínio e diminuir a fonte de renda da CBF.
2. Os dirigentes vão começar a ser questionados sobre as possíveis razões da falta de interesse do telespectador, e terão de dar explicações convincentes para reverter o quadro.
3. Os comentaristas dos jogos também terão que melhorar em muito a qualidade dos comentários e análises do jogo.
Não quero ficar procurando mais motivos, pois existem inúmeros que são perfeitamente cabíveis. Mas apenas dar uma chacoalhada nas estruturas podres, para que se saiba que nós temos "massa cinzenta" na cabeça e fazemos uso dela.
Obviamente essa proposta vai encontrar grande oposição ao ser divulgada. Mas, enfatizo que é preciso força de vontade para conseguir alguma coisa de bom. Nada na vida é conquistado sem sacrifício. Ficar sem ver os jogos na tevê, para muitos seria um dos grandes. Basta lembrar que os jogos da seleção serão disputados contra times sem nenhuma expressão no futebol mundial, e não passam de amistosos caça-níqueis para a CBF. >
Escrito por Jafé Lima Escrito por Moderador às 18h16
[]
[envie esta mensagem]
O ludopédio à luz da razão
O fiasco brasileiro, que culminou no naufrágio do "projeto hexa" de futebol, mexeu com os brios do torcedor tupiniquim de tal maneira que o brasileiro mais arredio tem, na ponta da língua, hipóteses mirabolantes que buscam dar conta das razões do ex-jogador de futebol Dunga ter sido o eleito para dirigir o escrete nacional, mas não nacionalizado. Mal colocou seu meridional traseiro na cadeira mais cobiçada do esporte bretão, Dunga tem sido comparado a outro ex-jogador, também gaúcho, alçado ao cargo de técnico da seleção de futebol depois de outro fiasco brasileiro na Copa de 1990 - naquilo que conhecemos hoje como "projeto tetra". Estamos evidentemente falando do Falcão, que atualmente exerce a função de comentarista da Rede Globo. Peço-vos que desconsiderais a máxima: A História sempre se repete. Mas vamos sair do lugar-comum das idéias e trilhar novos caminhos, ou melhor, abrir novas picadas a facão nesta selva aparentemente impenetrável. Cabe-me antes avisá-los que não tenho a ousadia de responder vossas dúvidas, mas sim suscitar outras tantas as já existentes. Em primeiro lugar gostaria de lhes assegurar que tenho motivos de sobra para desconfiar que a escolha do anão caçula foi antes de tudo uma rejeição aos supostos elegíveis que uma promoção ou reconhecimento dos méritos próprios. Se existe alguma vantagem na escolha, esta limita-se ao fato de que o Dunga vai aceitar, se já não aceitou, as imposições da cúpula da CDF ops! CBF. Dunga, na minha modesta opinião, será apenas uma marionete - cuja função básica será montar uma equipe de jogadores atuantes no Brasil, com um ou outro estrangeiro no ataque. Tal seleção terá a missão gloriosa de lavar a honra nacional aplicando goleadas homéricas em amistosos contra times perigosos e bem montados do Turcomenistão, da Islândia ou a Seleção dos Esquimós. Não podemos esquecer que a Muiraquitã do futebol foi surrupiada nos gramados teutônicos diante de alguns bilhões de gregos, troianos e outros bárbaros. Essa tarefa - que não tem nada de ingrata -, visto que ainda temos excelentes atletas atuando no Brasil, deve fazer brilhar a boa estrela do súdito da Branca de Neve. Assim, o bravo resgatador da honra nacional, deverá conduzir a seleção na conquista do caneco da Copa América, e fim de papo. Esses objetivos, que os senhores hão de concordar, não é nenhum bicho-de-sete-cabeças, mas sim por demais modesto, será suficiente para inscrever o nome do Dunga na mente doentia do torcedor Tico & Teco - com Q. I. inferior a dois dígitos. A esta altura do campeonato, os senhores me perguntam: Mas e o torcedor que pensa, que é mais racional, o que espera ele de todos os aspectos relacionados ao ludopédio? O torcedor pé-no-chão sabe que o Famigerado Anão exerce um função O.B., isto é, um mandato-tampão. E por que razão? Devemos lembrá-los que o Senhor Ricardo Teixeira manipula o esporte bretão como um verdadeiro mestre de xadrez (que deveria estar no xadrez) como ninguém. Com uma única canetada ops! finta, driblou o Luxemburgo - evitando que a lama da CPI do Futebol, que paira sobre a cabeça do Luxa, volte a manchar seu nome agora que está conseguindo limpá-lo. De quebra, o cartola conseguiu ludibriar o torcedor mais inconformado com o papelão nacional no velho continente, ao promover um técnico marionete para escalar um time de atletas brasileiros em oposição aos vendidos. Dentro deste círculo vicioso não cabem indagações sobre o poder e as práticas nefandas dos cartolas - dos quais o Ricardo Teixeira é o maior; sobre o papel dos jogadores que praticam o anti-jogo; às ações das torcidas organizadas que não ficam a dever nada aos bandidos do PCC; sobre o calendário confuso e massacrante do campeonato nacional e os regionais; sobre árbitros corruptos e corruptores, conhecidos mas não punidos; sobre o lobby dos políticos da bancada do futebol, envolvidos com os mensaleiros, sanguessugas, etc.... e outros assuntos assaz importantes. Por fim, pergunto-vos: Se é verdade que o país do futebol tem importado o modelo europeu de jogar, por que não aproveita o fato de que a Itália foi a campeã mundial de 2006, e copia o que os italianos estão fazendo por lá neste momento - que é o combate à corrupção perpetuada por clubes da elite futebolística? Poderíamos aproveitar a viagem e importar ainda o know-how do combate aos mafiosos da política na "Operação Mãos Limpas", levada a cabo na Itália com o sangue do Juiz Falcone, na década de 90. Assim, veríamos cumprir-se no Brasil, politicamente falando, o que está escrito nas Sagradas Escrituras: Conhecereis a Verdade, e a Verdade vos libertará. Ciao! Escrito por Jafé Lima Escrito por Moderador às 17h44
[]
[envie esta mensagem]
Dunga: o homem certo? Definitivamente, não. Claro que a respeito do alemão Klinsman, o capitão do Tetra pode provar que eu estou errado, porém se tratando do cargo de técnico da seleção, eu acredito que a experiência sempre vai superar a juventude, afinal o campeão mundial foi o veterano Marcelo Lippi com sua vasta coleção de scudettos no futebol italiano. Além disso, o Brasil sempre joga para ser campeão e para isso creio que nomes como Luxemburgo e Autuori seriam mais coerentes. Vejo uma certa influência do futebol europeu nos dirigentes da CBF, afinal seleções como a Alemanha já citada e a Holanda apostaram em ex-jogadores sem experiência como treinadores. Só que o Brasil sempre andou na contra-mão dos europeus e isso que nos torna tão diferentes. Enquanto eles jogam no 3-5-2 nós jogamos no 4-4-2, enquanto eles priorizam o físico, nós priorizamos a técnica e por aí vai. Não apenas eu, mas acredito que muitos de vocês já começam a estabelecer comparações entre a escolha de Dunga e a de Falcão em 1990, antes mesmo do início de uma nova jornada. São situações semelhantes, após uma Copa perdida com uma seleção sem brilho e apática, se aposta em um técnico jovem e consagrado como jogador que tem a obrigação de estabelecer no time uma renovação milagrosa. Não quero rogar pragas, mas vejo um roteiro com o mesmo final apesar dos personagens serem diferentes. O que me deixa preocupado é que desde que o futebol deixou de ser apenas um esporte para se tornar um negócio que movimenta milhões, os interesses do patrocinador às vezes se confrontam com os interesses do time. Caso uma convocação deixe de fora um jogador como o Ronaldinho Gaúcho, por exemplo, será que nosso patrocinador não vai exercer nenhum tipo de pressão pela permanência de seu prodígio entre os titulares. Além disso, a CBF marca seus amistosos caça-níqueis pelo mundo e é fato que alguns adversários exigem a presença de jogador x ou y em troca de um gordo cachê nos cofres da nossa ilustre confederação. Questiono-me se Dunga saberá lidar com esses fatores extra-campo e principalmente, se terá apoio irrestrito da comissão técnica para que possa renovar a equipe à sua imagem e semelhança sem se render a nomes consagrados; como fez Felipão em 2002 ao bater de frente com todos e bancar a não-convocação de Romário. Caso ele seja visto como um divisor de águas solitário que fará o Brasil jogar um futebol circense no aspecto técnico aliado a uma rigidez militar no aspecto tático, provavelmente colecionará insucessos. Porém se for encarado como um dos responsáveis por uma renovação mais do que necessária, talvez obtenha êxito, contanto que tenha o apoio de uma comissão técnica competente e profissional, o que ainda não saberemos se acontecerá. Resta saber a cargo de quem ficará a responsabilidade das divisões de base e se o comando será centralizado em um único treinador ou se permanecerá o modelo de um treinador por categoria. Antes que se inicie o bombardeio de críticas ou elogios ao novo comandante, deixo aqui o meu recado. Acredito por fim, que o principal é se ter uma seleção brasileira de fato e não uma seleção nascida no Brasil como vimos na última Copa. Se abrirmos mão de alguns nomes que jogam na Europa a cifras milionárias e falam português com sotaque alemão e espanhol e buscarmos jogadores com uma maior identificação com a nossa realidade de estádios precários, brigas de torcida, dirigentes amadores e salários atrasados, certamente poderemos resgatar pelo menos um pouco do tão sonhado e quase utópico conceito de amor à camisa canarinho. Afinal o jogador brasileiro deve ter uma afinidade com seus companheiros maior que tem com seus adversários. Respeitar um algoz é justo, mas idolatrá-lo é inaceitável.
Escrito por Carlos Rodrigues.
Escrito por Moderador às 20h26
[]
[envie esta mensagem]
|
|||